FDA aprova mais um medicamento importado, trata-se de um tratamento inovador para os pacientes portadores de mieloma múltiplo, a pomalidomida

O Food and Drug Administration (FDA) aprovou no dia 08 de fevereiro mais um medicamento importado, trata-se de um tratamento inovador para os pacientes portadores de mieloma múltiplo, o Pomalyst (pomalidomida),cuja doença progrediu mesmo após o tratamento com outros medicamentos contra o câncer.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer do sangue que afeta principalmente os adultos mais velhos e surge a partir de células plasmáticas na medula óssea. O Pomalyst é uma pílula que modula o sistema imune do corpo para destruir as células cancerosas e inibir o seu crescimento. Ele é destinado a pacientes que receberam pelo menos duas terapias anteriores, incluindo lenalidomida e bortezomibe, cuja doença não respondeu ao tratamento e progrediu no prazo de 60 dias do último tratamento (reincidente e refratário).

A aprovação do Pomalyst oferece uma opção de tratamento adicional para pacientes que não responderam a outras medicações.

A segurança e a eficácia do medicamento foram avaliadas em um estudo clínico de 221 pacientes com mieloma múltiplo reincidente ou refratário. O estudo foi desenhado para medir o número de pacientes cujo câncer desapareceu completamente ou parcialmente após o tratamento (taxa objetiva de resposta ou TOR). Os pacientes foram aleatoriamente designados para receber somente Pomalyst ou Pomalyst com baixa dose de dexametasona, um corticosteroide.

Os resultados mostraram que 7,4% dos pacientes tratados apenas com o Pomalyst alcançaram a TOR. A duração mediana da resposta ainda não foi alcançada nestes pacientes. Em doentes tratados com Pomalyst associado a baixas doses de dexametasona, 29,2% conseguiram alcançar a TOR com uma duração mediana de 7,4 meses de resposta.

Efeitos colaterais comuns incluem neutropenia, fadiga e fraqueza, anemia, constipação, diarréia, trombocitopenia, infecções do trato respiratório, dor nas costas e febre. O Pomalyst não deve ser usado em mulheres grávidas, pois pode causar graves alterações embrionárias e fetais e também pode provocar a formação de coágulos sanguíneos.

Segundo o médico hematologista Angelo Maiolino, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), a pomalidomida representa um significativo avanço no tratamento de pacientes com mieloma múltiplo: “Trata-se de uma terceira geração de medicamentos chamados imunomoduladores. Primeiro veio a talidomida, depois a lenalidomida, e agora a pomalidomida”

Leia mais: http://www.abrale.org.br/fique_atualizado/interno.php?id=1693

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